sábado, 19 de junho de 2010

Ritornelo


E quanto mais eu oro
A noite escurece
E quanto mais eu choro
O amor no peito cresce

Tudo seria mais fácil com você aqui
As nuvens escondem teu rosto
Meu mundo parece cair
E lá longe teu gosto

Quando tudo parece ter terminado
Você reaparece
Sol si re-fa-la
Ritornelo

Joyce Marins

sábado, 5 de junho de 2010

Vou-me borboleta


As mesmas rosas, as mesmas flores
Cultivando e sendo cultivadas pelos mesmos amores
Foi tudo que encontrei pelo caminho de volta pra casa
E agora te trago versos de incompreensão
Pensei, pensei e percebi o que havia de errado
É o tempo que simplesmente está parado
Enganei-me achando que a insegurança havia nos separado
Foi pelo contrario, a certeza de que éramos maduros demais
Fez-nos cegos, e perdemos total sentido
O que vale agora minhas palavras se já não são
Dignas do teu olhar?
O que vale agora minhas humildes canções
Se já não são dignas do teu escutar?
Vou-me agora
Sem hora [borboleta
Sem data
Sem rumo certo pra chegar
Mas levando no peito teu sorriso e teu cativante olhar

Joyce Marins

domingo, 23 de maio de 2010

Súplicas


Eu só quero que você volte
Volte para os braços de onde saiu
Quero apenas acariciar teu rosto
E beijar teus olhos
Enxergar teus lábios
Tocar em você
Eu só quero que você volte
Volte para o coração de onde saiu
Quero apenas te aquecer
E poder sentir tua respiração
Acalmar teu corpo
Tocar em você
Pois eu te amo
E descobri que meu amor é seu para sempre
É para toda a eternidade


Joyce Marins

sábado, 8 de maio de 2010

Soneto à pequenina


Não chores por mais que doa, pequenina
Pois tuas lágrimas chamam as minhas
Deixe-me enxugar teu pranto, somos irmãzinhas
E tu ainda és uma menina

Quando te virarem as costas, ignore
Pois só os mais baixos farão isso contigo
Então olha para o lado, e encontraras um ombro amigo
E quando precisares me incorpore

Mas não ao pé da letra
Pois não tenho um coração duro
Muito menos atleta

Ei menininha, cuida dessa dor
Que mais tarde te procuro
Minha princesa, é o amor

Joyce Marins



(Dedicado a menininha mais sensível e encantadora que conheço, a companheira das aventuras e descobertas, aquela que carrega e sempre carregará o título de irmã, minha pequenina, Beatriz (Bia).