domingo, 13 de fevereiro de 2011

Vento e carnaval






Caminho ao teu lado
Sem medo, sem pretensão
Te dou um olhar brado
Um beijo, minh’atenção

Desvio-te da amargura
Da minha loucura
Do vento
mal

Cativo-te a insanidade
Tiro tua liberdade
De festejar o carnaval

Canto bem do teu lado
Faço carinho contagioso
Do teu agrado
Sussurro bem perigoso

Envio-te mensagens pelo ar
Preciso de tua força de teu amar
Sou verdade não dita, sou não
real



Viro-te pelo avesso
Pago o preço
De ser uma simples mortal

Joyce Marins

Horas e vem e vais


Escrevo em horas vazias
Em horas tardias
Em horas formosas

Sossego em horas normais
Em horas fatais
Em horas amorosas

Brinco nas horas vagas
Nas horas amargas
Nas horas impetuosas

Amo nas horas erradas
Nas horas marcadas
Nas ruas e temporais

Joyce Marins

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Longas diretrizes


Quero chorar, mas o teu sorriso não permite

Penso em aumentar os meus passos para alcançar os teus

Toco os teus pensamentos mas não escuto os meus

Quero percorrer o caminho que se omite


Vou fazer as malas, talvez ir seja o bastante

Mandarei para outro mundo os meus planos

Preciso desemtupir minhas ideias e os canos

Tenho que desplanejar cada instante


Serei só eu e meu regresso

Caminha eu e a solidão

Descansa eu e o coração

E pelo o resto não me interesso


Quero que seja lento o regressar

Que seja duradouro

Eterno será o meu caminhar


Gosto do que me dizes

Só não gosto do seu "não"

Deixe que sigo pelas suas longas diretrizes


Joyce Marins


quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Gavetas


Embrulhei e as pus em meio as gavetas
Separei com cuidado, recolhi as gorjetas
Sentei no único degrau das escada
Cochilei, e sonhei com a tarde passada

Levantei, sorri e cantei sozinha
Calei, e catei a esperança com uma pequena pazinha
Podei as ervas daninhas
E joguei-as nas gavetinhas

Colhi meus frutos em forma de espiral
Rezei, e observei uma longa catedral
Olhei os pássaros na varanda, e sentei
Sequei as lágrimas, meus olhos fechei

Deitei no chão vazio e encerado
Caiu eu e minhas gavetas lado a lado
Perdi as forças para levantar e permaneci ao chão
Procurei minha humanidade, mas haviam gavetas no lugar de um coração

Joyce Marins