quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Cavalheiro


Cavalgo em teu campo minado

Digito teu nome em meu olhar

Grafito teu rosto nos pés


Saibas que agora meu pensamento não é meu

Saibas que agora nada é certo

E que tudo se perdeu


Ande por minhas ruas vazias

Me convide para tomar bom vinho e dançar

Ainda me deves uma dança, cavalheiro


Corro desiludida nos teus olhares

Tento encontrar verdades

Tais essas que possam me agradar


Seu planeta se alinha ao meu

Minha consciência afundou, se perdeu

Não consigo me lembrar de mais nada


Você, você que me vem com olhares arredios

Que me intriga com meus próprios pensamentos

Você que não tem nome, endereço, só tem o meu amor


Joyce Marins

À mim


Se fugi da minha própria verdade

Não foi por medo

E sim por sinceridade


Não me comprometi com meu próprio eu

Por lindas besteiras


Se enganei sua desconfiança

Não foi por receio

Mas por insegurança


Não me magoei ao ponto de te abandonar

Por meras dificuldades


Se causei toda essa euforia à mim

Não foi por brincadeira

Mas pra nisso por um fim


Não voltei aqui por crianças tolas

Voltei porque aqui amigos deixei e é aqui que com eles ficarei


Joyce Marins

domingo, 21 de novembro de 2010

"Doce Novembro"


Escrevo hoje apenas para lembrar...

... lembrar dos doces momentos.

Momentos esses que ficarão para

sempre em mim.


Esta noite ouvia "mais do que palavras"

e foram elas que me trouxeram você.

Dormirei feliz, pois lembrei-me de "nós".


Ao escutar letras que nos faz lembrar, nem

poderia isto aqui escrever. Mas o lápiz e a folha

me chamam. Para te contar...


Riu agora pois abri mão de mim e de ti, perdoi-me,

mas acho que foi o certo, se não, não estaria

aqui lembrando o que foi bom.


O que foi bom, será sempre bom, lembre-se que o

passado jamais pode ser modificado. Só o hoje! E eu "troquei" a

eternidade por esta noite.


Joyce Marins

domingo, 31 de outubro de 2010

Sorriso


E amava
e subia
Concordava
assumia

E olhava
e rugia
Avançava
corrompia

E achava
e sorria
Recuava
eclodia

E chamava
e ouvia
Se calava
se algum dia

Joyce Marins