domingo, 11 de julho de 2010

Amor tanto



E aqui debruçada sobre essa linda janela
Imagino teu corpo
Almejo teu sopro
E tuas meigas palavras a serem sussurradas em meu ouvido
Quem dera o tempo voltar àquela velha emoção
Ouvir o teu canto e sentir tua mão
Saiba que hoje minhas palavras
E humildes expressões já não seguram meu pranto
Hoje vivo apenas do teu encanto
Pois és tu que amo tanto
Minhas palavras de amor
Se forem de amor sei que atravessarão barreiras e tempestades
Para te alcançar
Preciso ver-te ainda hoje
Preciso tocar teu rosto
Teus lábios beijas
E acariciar teu corpo
Preciso que me ames
Assim como te amo
Se eu pudesse passaria noites e dias
Escrevendo pra ti
Pois é a ti que eu quero
É a ti que espero

Joyce Marins

Dois




A vida poderia ser assim, só nós [dois
Seria bem melhor
Já que é a sós que nos damos [bem

Adoraria enxergar com os teus olhos
São tão lindos
E impetuosos

Deixe-me [cuidar de ti
Liberte-me [desta prisão
Envolva-me [com teu olhar

Permita-me
Serei quem tu queres
Abriga-me

Me use
Abuse
Verás que sou o que queres

Amedronta-me
E verás que sou teu único medo
Felicita-me [que te felicitarei


Ama-me que te amarei
Beija-me [escondido
Que te beijarei

Esqueça-te que o destino existe
Lembra-te de que eu estou ao teu lado
E que o céu e a terra estão juntos [por nós (dois)

Joyce Marins

sábado, 19 de junho de 2010

Ritornelo


E quanto mais eu oro
A noite escurece
E quanto mais eu choro
O amor no peito cresce

Tudo seria mais fácil com você aqui
As nuvens escondem teu rosto
Meu mundo parece cair
E lá longe teu gosto

Quando tudo parece ter terminado
Você reaparece
Sol si re-fa-la
Ritornelo

Joyce Marins

sábado, 5 de junho de 2010

Vou-me borboleta


As mesmas rosas, as mesmas flores
Cultivando e sendo cultivadas pelos mesmos amores
Foi tudo que encontrei pelo caminho de volta pra casa
E agora te trago versos de incompreensão
Pensei, pensei e percebi o que havia de errado
É o tempo que simplesmente está parado
Enganei-me achando que a insegurança havia nos separado
Foi pelo contrario, a certeza de que éramos maduros demais
Fez-nos cegos, e perdemos total sentido
O que vale agora minhas palavras se já não são
Dignas do teu olhar?
O que vale agora minhas humildes canções
Se já não são dignas do teu escutar?
Vou-me agora
Sem hora [borboleta
Sem data
Sem rumo certo pra chegar
Mas levando no peito teu sorriso e teu cativante olhar

Joyce Marins