sábado, 6 de março de 2010

Soneto da Reconstrução



Explica por que as coisas não são como as de antes?
Por que insistimos em procurar as pessoas que foram embora?
Sei que é difícil responder,mas preciso da resposta agora
Por que os momentos não são constantes?

Quero tanto mergulhar em fortes abraços
Saciar essa vontade que me mata
E a dor que, o meu peito, massacra
Preciso refazer os legítimos e antigos laços

O vazio na minha mente a cada dia fica maior
E minhas tardes mais quietas que a de outrora
Isso por que preciso de amor verdadeiro ao meu redor

Se algo queres fazer por mim
Me alegras
E tira-me desse vazio sem fim

Joyce Marins

segunda-feira, 1 de março de 2010

Uma estação de trem


Eu corro pulo o muro
Abro a porta, vou atrás
Do trem, vou feito uma refém

Abro a porta do silêncio
Fecho os olhos para o mundo
Entro em sono profundo

Agora eu corro, mais tarde
Eu corro, preciso ir atrás do trem
Ta lá atrás do morro o meu amor e mais ninguém

Eu só quero que você saiba que estou aqui
Se precisar de mim vem e acaba com isso que
Me mata, e dá um fim pra um recomeço
Melhor que o de antes

Você verá
Que é tão fácil enxergar
As coisas com os olhos de quem sabe amar
De quem sabe amar
De quem sabe amar
De quem sabe amar

Joyce Marins

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Réplica do amor


Se fosse fácil falsificar o amor
Eu não precisaria me aventurar nos braços de outro alguém
Pra ter de volta teu calor

Réplicas de um amor verdadeiro nunca se encontrarão
Pois nunca foi possível falsificar
Os sentimentos do coração

Pra quê afugentar-me em outros braços se não são teus
Pra quê lançar-me em outro colo se não é a réplica do teu
É mais fácil simplesmente te dizer adeus

Réplica do meu amor difícil de encontrar

O beijo dos meus lábios você os perderá
 Algo igual a nós nunca existirá

Joyce Marins

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Retorno


Me pega pela mão como naqueles tempos

E me diz que não tem nada não

Fala que não importa o que vão pensar

Pra quê medir esforços quando se quer amar?

Faz belas canções de ninar

Pois tua criança quer repousar

Meu corpo te chama

Sei que ainda me ama

Devolve-me teu riso

E usa de leve teu siso

Não temos mais que esperar

Pra quê medir esforços quando se quer amar?

Volta, deixa-me em teus braços repousar

Pois tua criança, meu amor, quer te amar

Joyce Marins