terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Livre


Seja livre meu amor, voe em outros capinzais

Visite outros corações, mas não se esqueça de mim

Voa pra bem alto, mas lembra de descansar

Vai,coração, seja livre e lembra de sempre pedir perdão

Ama minha ave, ama sem medir esforços

Voa e mostra essas tuas lindas asas negras

Anda e não olha pra trás

Vem, minha vida, vem, aos meus braços e me faz bem

Ama-me, se ama, sacia a nossa vontade, a nossa vontade

Agora, minha paixão, reata essa nossa sociedade

E aí eu trago a perseverança que nos deixou

E saciaremos essa nossa vontade

Joyce Marins

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Brinquedo


Eu gostava sim, de ser tua amada


E dos teus sonhos ser a parte mais bonita.


Um mundo inteiro criei a nossa volta


E foi só nosso todo o tempo


E eu só tua, todos os momentos.



Sofremos sim, cada qual à sua maneira,


A minha dor igualada a tal amor.


Do teu lado, um suspiro aliviado.


E pouco te importa se a mim sangra o coração.



Hoje, volto cansada e mais doída,


Tendo nas mãos só meu velho coração.


Mas o amor é novo – renascido, mais forte ainda


E nada peço, pois não tens nada para dar.


Resta-me ainda ver teu rosto com carinho


E, se precisas de qualquer coisa, aqui estou.


Brinca comigo, se desejas, sou brinquedo,


Tudo o que quero é te fazer muito feliz.


No teu sorriso eu me perco – sou menina.


Só nos teus braços eu renasço – sou mulher.


Vera Krynski

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Suspiros


Baixou o Sol, surgiu o luar

Suspira minh’alma, clama por ti

Levanta a aurora, e poi-se a raiar

Suspira minh’alma, eu te perdi

A chuva cai como dançar

Suspira minh’alma, te convenci

Aguarda a criança sua canção de ninar

Suspira minh’alma, me esmoreci

A rosa do vento foi a girar

Suspira minh’alma, acaba aqui



Joyce Marins

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Por onde anda o amor?


E as palavras?
Onde andam as palavras?
Presas num passado veloz?
Ou perdidas no vale do medo e da fantasia, e num futuro que eu já previa?

As lembranças?
Por onde andam as lembranças?
Afogadas na desilusão?
Ou num rio sem direção?

Por que a dor?
Diz-me por que a dor?
Os meus sonhos num piscar de olhos viram realidade, temo-os.

E o amor?
Por onde anda o meu amor?
Perdido nos braços de outro alguém?
Ou sozinho na beira da morte sem ninguém?

Sei que minhas súplicas não são dignas de sua compreensão, mas dai-me uma chance minha vida está em sua mão. O meu amor está desamparado, e o segredo ainda não fora desvendado.

A culpa de nossas vidas estarem assim foi minha eu sei, mas não entendo, pois não pequei. Foram esses meus medos que me fizeram te perder. Mas não esqueça, nunca é tarde para esse amor renascer.

Joyce Marins