sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Sempre amor


Esses nossos insensatos motivos

Desentendimento ali e aqui

São apenas sentimentos vivos


Já viu que sempre temos que nos ver?

Se fosse só a distância que nos separa

Ainda haveria chances do nosso amor renascer


Claro que resta esperança

Eu tenho muita fé,

Que nem no coração de uma criança


Se o acaso resolvesse nos juntar

Eu me entregaria sem medo

E com todas as forças iria te amar
Joyce Marins

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Entre eu e você


Entre o “J” e o “M”existe o “L”

Assim como entre mim e você existe um alguém

Entre o Sol e a Terra se encontra a Lua

Que se diz ser toda sua

Como acreditar num amor sem pé nem cabeça

Sem começo e sem fim

Isso está doendo dentro de mim

Mas, seguirei meu caminho

E apertando a flor mais cheia de espinho

Vou esperar, mesmo que meu coração chore

E em mim estará à certeza de um retorno

Se não acontecer, eu então corro

Corro pra um lugar distante

E vou procurar um burro falante

Que talvez escute mais do que fale

Eu vou sofrendo, mas vou cantando

Que a vida não é apenas uma coisa qualquer

Ela é o amor que brota no coração de uma mulher

É um jogo de paciência

Um quebra-cabeça que exige muita eficiência

E você que acabou de ler esses simples versos

Já passou ou passará por mim

E saberá quem sou em fim

Joyce Marins

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Suas Marcas


Nos meus lábios se encontram até hoje suas marcas

Distraída estou eu no mundo da imperfeição

Pensamentos a beira da morte no meu coração cheio de farpas

Sinais de uma considerável desagregação
Uma insegurança que hoje não se ouvi no som das harpas
Naquele velho abraço aconchego e satisfação
sica para os meus ouvidos suas palavras fartas

Minha vida precisando de uma grande superação

Nas horas tristes lia as suas singelas cartas

E eternamente no peito nossa velha e preferida canção


Joyce Marins

O figurante do tempo


Sou eu quem dito as horas
E decreto as estações do ano
Sou eu que faço o tempo
E determino o frio e o calor

Estou na vitrine, no pulso, na
Parede e nas catedrais
Posso ser pequeno, grosso,
Rosa e até lilás

Para muitos sou importante
Para outros insignificante
Mas não deixo de ser figurante

Figurante da sua vida, e de
Cada situação que por você
É vivida

Encontro-me na casa do pobre
E na casa do rico, posso ou não
Fazer seu tipo

Sou um ser comum como os outros
Porém, tenho uma missão muito
Especial, sou eu que desperto você
Para levantar e pegar o jornal

Você acorda e a primeira coisa
Na qual você olha é pra mim
Sou eu que lhe digo se é hora
De começo ou de fim

E aqui estou perdido no decorrer
Do tempo, envolvido no som do “Tic-tac”
Mas, ainda dá tempo, pegue a passagem
E vamos juntos nesse embarque

Se já passou, ou se então virá, só eu
Eu posso dar as coordenadas para
Isso logo chegar

Meus ponteiros marcam exatamente
A meia-noite, isso quer dizer que um
Novo dia virá, todavia, ela só nascerá
Conforme eu desejar

Joyce Marins