domingo, 31 de maio de 2009

A seiva do coração (2)


Assim como a árvore distribui



A seiva a suas demais partes



O coração distribui afetos e



Sentimentos que lhe fortalece






A árvore precisa dessa seiva



Para sobreviver, e o coração



Precisa desses sentimentos



Para um único motivo:pulsar






Na seiva das árvores encotrasse



Proteinas no qual lhe revitaliza



Na seiva do coração uma coisa



Apenas é encontrada: amor






As proteinas circulam por toda



A árvore lhe alimentando, o amor



Corre pelas veias saciando um desejo



Que só essa seiva pode acabar






Quando se falta essa seiva nada pode



Mudar o destino dessa pobre árvore



E desse desonerado coração, a seiva



É o único alimento aceito por tais seres






A final somos árvores e corações



Precisamos da seiva e do amor



Sem eles aos poucos vamos nos



Perdendo e acabamos morrendo






Joyce Marins












quarta-feira, 27 de maio de 2009

Explicações


Posso estar enguanada

Mas sei que me olhas

De um jeito que já não

Sei como te explicar


Só posso dizer que

O que virá será belo

Como tuas palavras

E doce como o vento


Me acompanha nessa

Sublime jornada

E vem comigo se

Aventurar no tempo


Dá-me tua mão

E siga de leve teu coração

E verás,que tudo

É fantástico


Se quiser eu posso

Te apoiar, em momento

Algum sentirar-se só

Estarei sempre ao teu lado


Mas não poderei dar-te

O que procuras, meu

Coração já não me pertence

Nele já existe um outro alguém


Escuta-me, não se esqueça

Vou levar onde eu for tuas

Palavras, e contigo deixarei

Um pedaço de mim


Eu vou, e aqui contigo

Ficarei, em minha memoria

Estarás para sempre

E ninguém vai me tirar


Joyce Marins

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Noite de quarta-feria


Parece um castigo, um carma

Falo por que tá doendo na alma

Eu vi você ali sentado, em plena

Quarta-feira, meu corção se

Incendiou tal como uma fogueria

Pena que não pode te falar que a

Muito tempo queria te encontrar,

Mas só de ver seu rosto, de

Relembrar teu gosto,

Saciar a paixão que sorrateiramente

Se expandiu no meu coração

Fez com aquela noite fria se

Tornasse quente ligeiramente,

Tudo isso por que naquele teu

Olhar, eu pude enxergar algo que

Já pressentia, e que forte no meu peito

Batia, era amor que por mim você sentia


Joyce Marins

domingo, 17 de maio de 2009

Penso e leio


Penso na vida e vejo

Uma certa inquietação da

Minha parte, não consigo

Enxergar as minhas metas


Eu paro e me leio

Me considero um livro

Cada dia um capítulo

Cada capítulo um história


Ao me ler encontro

Sonhos e contos, e releio

Onde está a felicidade

Afinal? paro e interpreto


Não entendo, como poderia

Numa vida mórbida dessas

Não haver pesadelos e ilusões

Até parece um conto de meia tijela


Tudo começa e termina na

Maior felicidade, cadê os gritos?

Os desnorteios, onde andará

A vaga e sombria solidão?


Agora me lembro bem

A última vez que vi a

Solidão, se não me engano a

Peguei e a transformei numa canção


Joyce Marins