domingo, 15 de maio de 2011

Como um Albatroz



Aqui estou eu, rogando por tua atenção




Mais uma vez




Quero que me ouça sem contradição




Faça-se como outrora se fez








Olhe os pássaros na varanda




Ouça o que eles cantam para nós




Mais parece uma ciranda




Dance, mas use apenas a voz








Corra ao longo da minha estrada




Venha, me dê tua mão




Sinta o calor da nossa morada




Nosso amor não é vão








Olhe no alto, onde estão as estrelas




Quero que escolha várias




Para que possamos libertá-las ao invés de prendê-las




Quero fazer ações contrárias








Esteja comigo aonde eu for




Almejo um futuro lindo para nós




E espero que lhe dê valor




Quero que voe como um Albatroz












Joyce Marins




domingo, 24 de abril de 2011

Meus pássaros




Que me voltem as canções de outrora
Que me levem embora os pássaros da aurora
Cantem minhas lembranças
Dancem as lindas crianças


Corra de mim a música pronta
Vá ingrata que me afronta
Vá solidão injusta e morta

Vá que a tua ausência me conforta



Andem minhas ilusões atormentadas
Voem e cantem desesperadas
Voem que quero compor em paz
Quero viver só, com ninguém mais



Joyce Marins

sexta-feira, 8 de abril de 2011

07 de Abril



E na fatídica manhã do 7° dia
O chorarzinho tomou de conta dos rostos
Das intocáveis criaturas
Que foram lavadas
E purificadas
[Pela água vermelha que lhes cobria a alma

Joyce Marins

(Pelas almas que hoje resguardam na paz do Senhor)

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Vento e carnaval






Caminho ao teu lado
Sem medo, sem pretensão
Te dou um olhar brado
Um beijo, minh’atenção

Desvio-te da amargura
Da minha loucura
Do vento
mal

Cativo-te a insanidade
Tiro tua liberdade
De festejar o carnaval

Canto bem do teu lado
Faço carinho contagioso
Do teu agrado
Sussurro bem perigoso

Envio-te mensagens pelo ar
Preciso de tua força de teu amar
Sou verdade não dita, sou não
real



Viro-te pelo avesso
Pago o preço
De ser uma simples mortal

Joyce Marins