terça-feira, 14 de novembro de 2017

A fortaleza


Das forças que ainda me movem restam as minhas próprias
Ser forte não significa permanecer de pé após a turbulência
Mas levantar-se e firmar-se para talvez receber mais um impacto

São forças alheias, forças inimigas, forças que tentam destruir, derrubar
E quando nos parece estarmos distantes de todo o caos
Não nos enganemos, é porque nós já fomos engolidos por ele

E se estivermos no olho do furacão que ao menos possamos sentir e aprender
Sentir um pouco do medo, da dor, da adrenalina, pois assim nos fortaleceremos
Aprender com as circunstâncias, com a dor, com o medo, porque faremos melhor da próxima vez

A força interior, a do mais profundo cerne de nossas almas
A força do âmago do nosso ser
É essa a força que vai nos fortalecer


Joyce Cordeiro de Marins

Da realeza


A corte toda em festa
Vida que se celebra
Vida longa ao rei!


Sua rainha adornada com brilhantes
Seus olhares entrelaçados e vibrantes
Vida longa ao rei!


A festa não para e não desanima
Ela é rainha mas um dia foi sua menina
Vida longa ao rei!


O rei com seu novo trajar
Faz sua beleza se esbanjar
Vida longa ao rei!


O presente da rainha para o rei
Algo que jamais terei
Vida longa ao rei!


A rainha sorridente e o rei que não se cansa
Os dois unidos na mais real das danças
Vida longa ao rei!


Joyce Cordeiro de Marins

sábado, 13 de maio de 2017

Espelho meu, espelho teu


Quando eu me olho, eu te vejo
E se me vejo, renasço
Pois o melhor de tornar-me parte tua
É pertencer ao teu abraço

Na corrida desta vida
O teu chão virou meu caminho
Pois percorrer tua estrada
É melhor que ser sozinho

Na loucura destes dias
O melhor é o descanso
Pois sou trovão e tempestade
E você é vento manso

Quando eu te ouço, eu me calo
E se me calo, pressinto
Que o melhor estar por vir
É verdade, não minto.

Joyce Marins

terça-feira, 19 de julho de 2016

Abrigo


Vou rasgar essa vontade que me rasga
Serei eu a dar os passos que quero
Queimarei a sensação que me queima como brasa

Vou andar entre as ruinhas e me entregar a cada olhar
Serei eu a clamar pelos olhos e lábios
Sucumbirei ao desejo quando esse me alcançar

Vou teimar contra a força absorta nesses braços
Serei eu a dar o sim ou o não, talvez o nunca
Lutarei pelo meu orgulho e esbravejarei no cansaço

Vou
Eu sei que vou
Vou sim
Vou porque é preciso
Serei e serei
Serei ainda mais
Serei pelas outras que não foram, que não puderam ser
Queimarei
Sucumbirei
Lutarei
Pois este é meu templo, meu corpo, meu abrigo




Joyce Cordeiro de Marins