quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Caminhos


Tantos os caminhos para serem percorridos
Tantas as manhãs para amanhecer ao teu lado
Tantas as noites para adormecer em teus braços
E eu só desejo teu riso

Caminhos de pedra
Caminhos de vidro
Caminhos de terra
E eu escolhi o teu

Soube que ao me doar, não receberia
Soube que ao me mudar, não mudaria
Soube que ao te amar, me amaria
E eu só pensava no hoje

Caminhos de vento
Caminhos de areia
Caminhos do tempo
E eu encontrei o meu


Joyce Marins

terça-feira, 10 de novembro de 2015

O querer


São mãos, pele e lábios
Olhos, dedos e pés
Palavras e dizeres sábios
Lembrando-me de quem és

Chuva molha o rosto rubro
As palavras manchadas me calam
Eu caminho ao Sol de outubro
E seus olhos me prendem e me falam

Do eterno beijo da culpa
Do suave abraço apertado
Do sentimento e da vontade oculta
Que me apertam num laço folgado

Sejam mãos, pele e lábios
Palavras, chuva e beijo
Onde há o amor e o desejo
Que só perdem para os momentos sóbrios


Joyce Marins 10/11/15 

domingo, 12 de julho de 2015

Jornada



Amor, sacrifícios são reais em nossas vidas
Seu toque, seu calor, seu olhar
Todos fazem parte de um você que amo
Eu amo cada parte que te faz ser quem é, e por isso doerá

A vida tem manias
Ela costuma nos abrir os olhos através dos olhos dos outros
Nada é vão na nossa jornada

Vida nova surgirá
E nós, amor, viveremos o novo
E o sacrifício, ele valerá a pena

Nossa jornada é ladrilhada por nossas estrelas
Podemos caminhar e voltar por elas sempre que quisermos
Somos aquilo que nos é permitido ser
E você me faz ser tudo que sou

Joyce Marins

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Ser jardim


Tem uma semente no meu coração
Pra ser sincera jogaram essa semente
E eu descuidadamente permiti que ela fosse nutrida

E ela foi germinando, pouco a pouco
Regaram-na com carinho, compreensão e respeito
E ela foi crescendo, crescendo e fincando raízes

Ai, que sementinha consumidora
Consumiu meu egoísmo, minha presunção e solitarismo
Ela baniu minhas tristezas e deu lugar ao idealismo

Ela me destrói por dentro, sai com seu caule perfurando tudo
Ao mesmo tempo que vive e me faz viver ela me mata
Eu deixei uma vida sozinha pra dar lugar à cumplicidade

Às vezes me perco na imensidão de suas folhas
Seus galhos ricos de frutos, frutos que ainda não provei de todos
Sim, porque sei que esses frutos serão degustados um a um

Tem uma semente no meu coração
Todo dia um tal semeador vem me semear
Não sei se vou ter espaço pra um jardim, só sei que quero ser um


Joyce Cordeiro de Marins