sexta-feira, 3 de maio de 2013

Tradição mulata



Com o canto das aves vem o teu cheiro
Recordar nossos votos e o beijo primeiro
Na noite das emoções vou cantá-la
A música do sonho, minha mãe senzala

O sangue negro que corre na veia fina
Lembra o sofrimento e quando fui menina
Louvo ao Pai dos negros, dos brancos, da raça
Grito aos quatro ventos: sou mulata

Mãe negra, pai branco, coração pulsante
Vibra o tambor da minh’África, eu danço
Soa-me a música branca, eu canto

Joyce Marins



domingo, 18 de novembro de 2012

Terceto nominal



Meu nome dirá quem eu sou
Meu nome dirá o que fazer
Me levará até você

Joyce Marins

Velório



Sono que amança minha visão
Cor imensurável do amor que poupa a razão
Fonte de luz
Ponto de cruz

Força interior que me consome
Labirinto de mil saídas que me come
Come a alma
Come a calma

Xadrez onde eu sou Rei
"Se esconde que te acharei"
No vácuo da solidão
Perdida na órbita do caixão

Joyce Marins

Sonho de moça



Quando as manhãs surgem
Os primeiros raios de Sol lembram você
Com seu sorriso lindo
A me iluminar

Quando chega a tarde
Minhas aspirações se concretizam
Você chega e traduz o desejo que também sente
No teu olhar

Botei minha mão no fogo
Por você
Joguei meu nome ao vento
Só pra te ter

Não posso esperar mais
Nem um só segundo
Quero te ouvir cantar, te agitar
Quero ser e colorir teu mundo

Joyce Marins